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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Acima de tudo o Amor


Ainda que eu falasse linguas,
as dos homens e dos anjos,
se eu não tivesse o amor,
seria como sina ruidoso
ou como címbalo estridente.

Ainda que eu tivesse o dom
da profecia,
o conhecimento de todos os mistérios
e de toda a ciência;
ainda que eu tivesse toda a fé,
a ponto de transportar montanhas,
se não tivesse o Amor,
eu não seria nada.

Ainda que eu distribuísse
todos os meus bens aos famintos,
ainda que entregasse
o meu corpo às chamas,
se não tivesse o amor,
nada disso me adiantaria.

O Amor é paciente,
O Amor é prestativo;
não é invejoso, não se ostenta,
não se incha de orgulho.

Nada faz de inconveniente,
não procura seu próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor.

Não se alegra com a injustiça,
mas se regozija com a verdade.

Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.

O Amor jamais passará.
As profecias desaparecerão,
as linguas cessarão,
a ciência também desaparecerá.

Pois o nosso conhecimento é limitado;
limitada é também nossa profecia.

Mas, quando viera perfeição,
desaparecerá o que é limitado.

Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
racionava como criança.
Depois que me tornei adulto,
deixei o que era próprio de criança.

Agora vemos como em espelho
e de maneira confusa;
mas depois veremos face a face.
Agora o meu conhecimento é limitado,
mas depois conhecerei
como sou recenhecido.

Agora, por tanto, permanecem
estas três coisas:
a Fé, a Esperança e o Amor.

A maoir delas, porém, é o Amor.



- Carta de São Paulo Apóstolo à comunidade de Corintos.


(1Corintios 13, 1-13)

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